quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A manifestação da glória de Deus

Quantas vezes nossos corações se comoveram ao contemplar um céu noturno repleto de estrelas ou a grandeza do mar, ou ainda um delicado e veloz beija-flor cortejando as flores? Ensina o Catecismo da Igreja Católica que “a beleza da criação reflete a infinita beleza do Criador, pois Deus criou o mundo para manifestar e para comunicar a sua glória (CIC 2500).
Entretanto, Deus quis que o homem tivesse um papel ativo em relação à sua obra e confiou-lhe a tarefa de completá-la, iluminando-o para tornar o mundo mais gracioso.
O que dizer de uma catedral onde o esplendor policromático de seus vitrais, que filtram a luz solar, conferem ao ambiente o aspecto de ter sido edificada em pedras preciosas?

E como são elaborados os vitrais que abrilhantam os ambientes?

O setor feminino dos Arautos do Evangelho de Joinville visitou a fábrica onde são confeccionados os vitrais utilizados para adornar nossas construções para maior glória de Deus. 
e


terça-feira, 22 de novembro de 2016

Consagração a Nossa Senhora

Dois novos grupos de jovens se consagraram como escravos de amor a Nossa Senhora, segundo o método do grande santo Mariano, São Luís Maria Grignion de Montfort. Essa forma especial de consagração a Nossa Senhora é um vínculo de dependência que elas aceitaram em relação a Ela, porque elas A amam. Ou seja, elas A querem tanto, têm n'Ela uma tal confiança, que querem fazer tudo quanto Ela quer, como um escravo anseia por fazer tudo o que seu senhor deseja. É uma dependência, que não é imposta pela força, mas sim pelo amor.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Dia da família



Nos primeiros domingos de cada mês, o setor feminino dos Arautos do Evangelho em Joinville promove um almoço com todas as famílias das participantes do Projeto Futuro e Vida e Colégio Arautos. Em seguida, animados jogos entre pais e filhos e uma encenação teatral feita pelas próprias jovens alegram o convívio. A Celebração Eucarística é o ponto auge dessa programação especial para os pais. 



sábado, 5 de novembro de 2016

Valor da oração

No princípio do século XX um grupo de 10 rapazes alunos do Colégio de Viviers, na Bélgica, formou uma Associação a que deram por título União de Orações. Esses bons jovens comprometeram-se a rezar e a fazer meia hora de oração uma vez por semana para que Deus abençoasse a Missão do seu antigo professor, Padre Luís Bernarert, em Colombo (atual Sri Lanka). Eis o que conta este sacerdote:
“Encontrei, certa vez, num quarto particular do hospital um empregado dos correios, boa pessoa, bastante inteligente, mas vítima dum câncer. As suas três filhas frequentavam a escola da missão. Ele porém era budista e amigo dos sacerdotes dessa religião. Tratava-se de um caso desesperado e ele bem o entendia.
Consegui estar a sós com ele, falei-lhe à vontade. Depois de meia hora de conversa, perguntei-lhe se queria ser batizado. Respondeu-me: “Compreendi tudo quanto me disse. Vou pensar, e amanhã dou-lhe a resposta.”

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Ato de abandono a Nossa Senhora

Doce Virgem Maria, minha augusta Soberana! Minha amável Senhora! Minha boníssima e amorosíssima Mãe! Doce Virgem Maria, coloquei em Vós toda minha esperança, e não serei em nada confundido.
Doce Virgem Maria, creio tão firmemente que, do alto do Céu, Vós velais dia e noite por mim e por todos os que esperam em Vós, e estou tão intimamente convencido de que jamais faltará coisa alguma quando se espera tudo de Vós, que resolvi viver para o futuro sem nenhuma apreensão, e descarregar inteiramente em Vós todas as minhas inquietações.
Doce Virgem Maria, Vós me estabelecestes na mais inabalável confiança. Oh, mil vezes Vos agradeço por um favor tão precioso! Doravante habitarei em paz em vosso coração tão puro; não pensarei senão em Vos amar e Vos obedecer, enquanto Vós mesma, boa Mãe, gerireis meus mais caros interesses.
Doce Virgem Maria! Como, entre os filhos dos homens, uns esperam a felicidade de sua riqueza, outros procuram-na nos talentos! Outros apóiam-se sobre a inocência de sua vida, ou sobre o rigor de sua penitência, ou sobre o fervor de sua preces, ou no grande número de suas boas obras. Quanto a mim, minha Mãe, esperarei em Vós somente, depois de Deus; e todo fundamento de minha esperança será sempre minha confiança em vossas maternais bondades.

domingo, 16 de outubro de 2016

Conselho de São Bernardo



 “Se o cristão não tivesse ninguém que o contrariasse, deveria cuidadosamente procurar quem o fizesse e pagá-lo a peso de ouro, para ter um meio de praticar o sofrimento e a doçura.
“Se, pois, encontrais essa pessoa sem terdes gastado nem ouro nem prata, aproveitai-vos dela para o exercício duma tão bela virtude.”
Citado no livro “Uma fonte no deserto”, do Pe. Celestino André Trevisan.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Um pescador pecador...


O alvorecer em nossa cidadezinha da costa mediterrânea espanhola era naquela manhã distinto dos demais. Todos os habitantes o sabiam... Nós, ainda crianças, acordáramos curiosos e abríramos a fresta de uma das janelas do quarto que descortinava o belo panorama marítimo, logo nos deparando com o Astro Rei. Solene e majestoso, ele deslizava seus raios entre as ramagens das palmeiras para projetar-se sobre a imensidão das águas, tornando-as ora róseas, ora douradas, pelas tonalidades da aurora. Sim, algo diferente pairava no ar, quebrando a costumeira monotonia. Uma alegria saltitante unida a certo bem-estar sereno fazia-se sentir nos corações, porque era dia de Corpus Christi, tão solenemente comemorado junto ao Mar Mediterrâneo.
À medida que a cidade despertava, começavam também os preparativos para a procissão. As crianças corríamos de um lado para outro, buscando as mais variadas flores, enquanto as senhoras se preocupavam em pendurar tapetes nas janelas e sacadas de suas respectivas casas, e em cobrir com folhas de murta e pétalas de rosa as ruas principais. Os homens, juntamente com o padre Manuel, nosso pároco, preparavam os locais onde seriam erigidos pequenos altares nos quais o Santíssimo Sacramento haveria de "descansar" ao longo do percurso. O ambiente era de festa e de sincera religiosidade, e todos os habitantes nos reuníamos em função de um mesmo objetivo: tornar a cerimônia o mais bela possível.
Um, porém - já bem conhecido de todos -, não tinha as mesmas disposições: Vicente, o pescador. Apareceu ele em meio aos preparativos, sombrio e mal-humorado:
- Bom dia, senhor Vicente! Chegou tarde, ouviu? - disse-lhe uma senhora, com ironia - O que lhe aconteceu? Perdeu a hora? Venha nos ajudar!
- Ajudar? Olha aqui, eu já tenho muito trabalho - respondeu ele, resmungando - Já sabes que não sou dessas coisas! Estou saindo para pescar... - Pescar? É o que o senhor faz todos os dias! - retrucava-lhe outra - Hoje é uma ocasião especial!
- Eu já disse que vou pescar! - continuava ele, arrastando as redes que carregava no ombro - O mar hoje promete muito! Não vou perder esta oportunidade...
Vicente não era fácil de convencer... Lembro-me de que todos nos entreolhamos, meneando as cabeças.
- Deixa, Amparo. Ele nunca vai à igreja. Não será hoje que mudará de ideia.
- Pois tenho fé em que acabará por fazê-lo!
- Amém! - respondemos todos.
- Que Deus a ouça, Maria! - concluiu o padre Manuel. E continuamos os preparativos.
A Missa seria às três da tarde, seguida da solene procissão. Às duas e meia todos estavam a postos, inclusive a banda, que aproveitava os últimos minutos para terminar de afinar seus instrumentos. Com o repicar dos sinos da torre da igreja iniciou-se a celebração. Que paz, que bênção e que alegria reinavam então! Ainda hoje me lembro de tudo como se tivesse acontecido ontem!
Entretanto, o mais impressionante foi o que se passou logo depois... No momento exato em que o Divino Salvador cruzava os umbrais do templo, escondido sob as Sagradas Espécies e conduzido pelo padre Manuel num belíssimo ostensório, voltava Vicente de suas aventuras em alto- mar. A atmosfera séria produzida pelo insigne ato de piedade arranhou a pobre alma ácida e fria do pescador. Dirigindo-se ao Santíssimo, teve ele o infame atrevimento de dizer:
- Onde já se viu? Tu não podes andar sozinho? Com a idade que tens e ainda precisas ser carregado nos braços?!
Tamanha insolência não podia ficar impune! Naquele instante, a resposta do Senhor Onipotente se fez visível aos olhos de todos: uma das pernas do blasfemador se infeccionou, vendo-se dois homens obrigados a sair da procissão para socorrê-lo, pois não mais podia manter-se de pé.
Deus era levado pelo sacerdote por amor, e ele - na flor da juventude e do vigor de sua saúde - era transportado numa maca, para sua humilhação! Com urgência tiveram que amputar-lhe o membro acima do joelho, para evitar uma gangrena mortal; mas, por mais que cortassem, esta não parava de subir e subir, até que se tornou impossível deter sua marcha fatal...
A lição havia sido severa, todavia justa e, sobretudo, eficaz. O mesmo Jesus que séculos antes "passou fazendo o bem" (At 10, 38), devolvendo a vista aos cegos e a agilidade aos paralíticos, perdoando os pecados e transformando os corações mais empedernidos, soube também restaurar a saúde espiritual do nosso Vicente, tirando-lhe a vitalidade do corpo.
Quando, poucos dias mais tarde, o padre Manuel me convidou para acompanhá-lo a levar o viático ao doente, deparei-me com a fisionomia conhecida do pescador quão mudada! Embora seus olhos ardessem pela febre e o mal-estar, muito mais lhe abrasava o coração de verdadeiro arrependimento pelo horrível pecado cometido. Que descomunal diferença! Aquele homem arrogante e incrédulo havia aprendido, pelo sofrimento, a rezar e voltar-se para Deus.
Como gostaria de poder mostrar a todos os pecadores do mundo, até aos mais endurecidos, esta comovedora cena que ficou tão claramente gravada no meu interior... Seu último adeus para esta vida ainda foi um ato de agradecimento a Jesus-Hóstia que, num milagre de infinito amor, o salvara das chamas da condenação, abrindo-lhe as portas da bem-aventurança eterna!
Revista Arautos do Evangelho  Agosto-2014